quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"Renova o teu caráter com a prática das virtudes;
reeduca a tua mente, os teus hábitos, os valores do teu espírito;
cumpre fielmente o teu dever, inspirando-te na moral de Cristo
e espera confiante,
porque tudo o que nescessitars e desejar
 virá as tuas mãos pela ordem natural das coisas."

Nada acontece por acaso...

As quatro leis da espiritualidade indiana:
1. A pessoa que chega é a pessoa certa;
2. O que aconteceu é a única coisa que poderia ter acontecido; 
3. Qualquer momento em que algo se inicia é o momento certo;
4. Quando algo termina, termina.

Isso significa que nada no Universo acontece por acaso, e sim, de acordo com o que precisamos aprender em nossa caminhada evolutiva.

Dez maneiras de Amar a nós mesmos...

1-Disciplinar os próprios impulsos.
2-Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.
3-Atender os bons conselhos que traçamos para os outros.
4- Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.
5-Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.
6-Evitar as conversações inúteis.
7-Receber o sofrimento, o processo de nossa educação.
8-Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.
9-Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.
10-Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.


(Xavier,Francisco Cândico. Da obra: Paz e Renovação - ditado pelo Espírito André Luiz)

Calma

Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranqüilidade traz o pior.
Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.
Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.
Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga a distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade, conserve a calma trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.

(Livro: Ideal Espírita – Médium: Chico Xavier – Espírito: André Luiz)

Ação e Reação

Ele quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento.
Chovia forte e já era noite.
Mas percebeu que ela precisava de ajuda.
Assim parou seu carro e se aproximou.
O carro dela cheirava a tinta, de tão novinho.
Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada.
Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora.
Ele iria aprontar alguma?
Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto.
Ele pode ver que ela estava com muito medo e disse:
- Eu estou aqui para ajudar madame, não se preocupe.
- Por que não espera no carro onde está quentinho?
- A propósito, meu nome é Renato.
Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora de idade avançada era ruim o bastante.
Renato abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro.
Ele já estava trocando o pneu.
Mas ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.
Enquanto apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele.
Contou que era de São Paulo e que só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda.
Renato apenas sorriu enquanto se levantava.
Ela perguntou quanto devia.
Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela.
Já tinha imaginado todos as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Renato não tivesse parado e ajudado.
Renato não pensava em dinheiro, aquilo não era um trabalho para ele.
Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe havia ajudado bastante.
Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo.
E respondeu:
- Se realmente quiser me pagar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda de que ela precisar.
E acrescentou:
- E lembre-se de mim.
Esperou até que ela saísse com o carro e também se foi.
Tinha sido um dia frio e deprimente, mas ele se sentia bem, indo para casa, desaparecendo no crepúsculo.
Alguns quilômetros abaixo a senhora parou seu carro num pequeno restaurante.
Entrou para comer alguma coisa.
Era um restaurante muito simples, e tudo ali era estranho para ela.
A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pode apagar.
A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem a sua atitude.
A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho. Então se lembrou de Renato.
Depois que terminou a sua refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem reais, a senhora se retirou.
Já tinha partido quando a garçonete voltou.
Ela queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de cem reais.
Existiam lágrimas em seus olhos quando leu o que a senhora escreveu.
Dizia:  “você não me deve nada, eu já tenho o bastante”.
Alguém me ajudou hoje e da mesma forma estou lhe ajudando.
Se você realmente quiser me reembolsar por este dinheiro, não deixe este círculo de amor terminar com você, ajude alguém.
Bem, haviam mesas para limpar, açucareiros para encher, e pessoas para servir, e a garçonete voltou ao trabalho.
Aquela noite, quando foi para casa cansada e deitou-se na cama, seu marido já estava dormindo e ela ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito.
Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto?
Com o bebê que estava para nascer no próximo mês, como estava difícil!
Ficou pensando na bênção que havia recebido, deu um grande sorriso, agradeceu a Deus e virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:

Tudo ficará bem; eu te amo Renato!

Nota: A vida é assim, um espelho. Tudo o que você transmite volta para você.

Um simples conselho

Certa vez um jovem muito rico foi procurar um rabi para lhe pedir um conselho.
Toda sua fortuna não era capaz de lhe proporcionar a felicidade tão sonhada.
Falou da sua vida ao rabi e pediu a sua ajuda.
Aquele homem sábio o conduziu até uma janela e pediu para que olhasse para fora com atenção, e o jovem obedeceu.
- O que você vê através do vidro, meu rapaz? Perguntou o rabi.
- Vejo homens que vêm e vão, e um cego pedindo esmolas na rua, respondeu o moço.
Então o homem lhe mostrou um grande espelho e novamente o interrogou:
- O que você vê neste espelho?
- Vejo a mim mesmo, disse o jovem prontamente.
- E já não vê os outros, não é verdade?
E o sábio continuou com suas lições preciosas:
- Observe que a janela e o espelho são feitos da mesma matéria prima: o vidro.
- Mas no espelho há uma camada fina de prata colada ao vidro e, por essa razão, você não vê mais do que sua própria pessoa.
- Se você se comparar a essas duas espécies de vidro, poderá retirar uma grande lição.
- Quando a prata do egoísmo recobre a nossa visão, só temos olhos para nós mesmos e não temos chance de conquistar a felicidade efetiva.
- Mas quando olhamos através dos vidros limpos da compaixão, encontramos razão para viver e a felicidade se aproxima.
Por fim, o sábio lhe deu um simples conselho:
- Se quiser ser verdadeiramente feliz arranque o revestimento de prata que lhe cobre os olhos para poder enxergar e amar os outros.
- Eis a chave para a solução dos seus problemas.


E se você também não está feliz com as respostas que a vida tem lhe oferecido, talvez fosse interessante tentar de outra forma.
Muitas vezes, ficamos olhando somente para a nossa própria imagem e nos esquecemos de que é preciso retirar a camada de prata que nos impede de ver a necessidade à nossa volta.
Porém quando saímos da concha de egoísmo, percebemos que há muitas pessoas em situação bem mais difícil que a nossa e que dariam tudo para estar em nosso lugar.
E quando estendemos a mão para socorrer o próximo, uma paz incomparável nos invade a alma.
É como se o Universo nos envolvesse em bênçãos de agradecimento pelo ato de compaixão.
Além do que, quem acende a luz da caridade, é sempre o primeiro a beneficiar-se dela.
E a caridade tem muitas maneiras de se apresentar.
Pode ser:
Um sorriso gentil
Uma palavra que anima e consola
Um abraço de ternura
Um aperto de mão
Um pedaço de pão
Um minuto de atenção
Um gesto de carinho
Uma frase de esperança
E quem de nós pode dizer que não necessita ou nunca necessitará dessas pequenas coisas?
- Pense nisso!- continuava o rabi
- A caridade é o gênio celestial que nos tece asas de luz para a comunhão com o pensamento divino, se soubermos esquecer de nós mesmos para construir a felicidade daqueles que nos estendem as mãos.
- Pense nisso!

(Autor Desconhecido por mim)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

E se sua casa encolhesse?



Cuidado com a sua contribuição para Nosso Planeta Terra, ele é a NOSSA CASA!!!

Para Pensar....

Sorteio!!! Oba!!!



Olá queridos... o blog da querida Leidi está sorteando uma almofada... quer participar clique no link abaixo e se informe... Um grande Beijo a todos e participem, eu já estou concorrendo...

http://almofadasdaleidi.blogspot.com/2011/02/participantes-do-sorteioconfira-aqui.html#comments

Dois Anjos

A fé ilumina.
A caridade Socorre.
A fé clareia o caminho.
A caridade auxilia a percorrê-lo.
Não basta confiar.
É indispensável servir.
Não vale contemplar apaixonadamente o Céu.
É preciso habilitar-se a criatura a fim de alcançá-lo.
A fé ardente, sem obras que lhe revelem a grandeza,
pode gerar o fanatismo que separa e destrói, ao invés de enlaçar e construir.
A caridade, sem esperança que lhe assegure persistência de ação,
pode cair em plena sombra, entre o cansaço e a indiferença.
Quem reconhece a paternidade do Criador, sente-se na posição de hóspede do mundo,
mobilizando os recursos de que dispõe,
em benefício daqueles que o cercam,
aprendendo que tudo na vida é empréstimo da Providência Misericordiosa,
a cujo infinito amor devolveremos, hoje ou amanhã,
os patrimônios que usufruímos.
Por isso mesmo, o coração que realmente confia em Deus espalha os dons que retém,
guardando na caridade e na fé as margens da senda que lhe cabe seguir à procura das riquezas reais da vida.
Não cultives a fé sem obras e nem te apegues às obras sem fé,
na complementação do Cristianismo de que te fizeste seguidor.
Deixa que a fé ensine através de tuas palavras e exemplos
e que a caridade se manifeste através de tua mente e de tuas mãos.
Confiando na Divina Sabedoria, sublimarás o cérebro,
inflamando-o de idealismo superior e,
prestando serviço aos outros, em obediência à Divina Bondade,
iluminarás o coração, transfigurando-o em sinal radioso sobre a noite do mundo.
Esclarece e auxilia.
Conta com o amparo do Senhor,
sem desamparar aos irmãos de jornada.
Conserva o tesouro de tua confiança na vitória do Bem,
 convertendo-o em bênçãos de fraternidade por onde transites.
A fé é o anjo que conduz as almas enobrecidas da Terra para o Céu.
A caridade é o anjo que desce do Céu para a Terra,
ensinando os homens a transformar o mundo em Paraíso.


(pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Tocando o Barco, Médiuns: Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Brasil visto por Brasileiros...

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil.
Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.
Na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!
Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo,
ou de lavar as mãos antes de comer.
Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal, e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria.
Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe.
Fumam até em elevador.
Em Paris os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo?
Impõem suas crenças e cultura.
Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.
Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc...
Os brasileiros mais esclarecidos sabem que tem muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações.
O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celular do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento.
No México , são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada  Brasil!!

(autor  desconhecido)

Nota: Deveríamos parar de falar mal do nosso país e fazer algo pra que ele melhore, por que é muito fácil ficar por aí dizendo que brasileiro não tem educação, que é aproveitador, enquanto além de não fazer nada é também tal qual os outros...

As 3 irmãs

Três irmãs, de 90, 88 e 86 anos de idade viviam na mesma casa.
Uma noite, a de 90 começa a encher a banheira para tomar banho; põe um pé dentro da banheira, faz uma pausa e grita:
- Alguém sabe se eu estava entrando ou saindo da banheira?
A irmã de 88 responde:
- Não sei, já subo aí para ver!
Começa a subir as escadas, faz uma pausa, e grita:
- Eu estava subindo as escadas, ou descendo?
A irmã caçula, de 86, estava na cozinha tomando chá e escutando suas irmãs, balança a cabeça e pensa:
-"Que coisa mais triste! Espero nunca ficar assim tão esquecida”.
Prevenida, bate três vezes na madeira da mesa, e logo responde:
- Já vou ajudá-las, antes vou ver quem está batendo na porta.

Agora fiquei com medo!
Eu estou enviando esta mensagem ou recebendo?

Nota:   medooooo.... rsrsrs

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Quando Julgamos...

O que julgamos ser óbvio
Quase nunca o é em verdade.

O que julgamos ser verdade
Quase nunca o é em absoluto.

O que julgamos ser absoluto
Quase nunca o é para sempre.

O que julgamos ser para sempre
Quase nunca vai além do amanhã.

O que julgamos ser até amanhã
Quase nunca chega até lá de fato.

Quando julgamos, quase sempre o fazemos com nossos sentimentos e sem ter o conhecimento de todo o contexto, nos falta compreender o que seja a transitoriedade da vida, por isso, na grande maioria das vezes erramos...

A Menina e o Pássaro Encantado

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar.
Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor.
Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores.
Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você ...
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira.
Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.
... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.
Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias.
A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia.
E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.
Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
- Tenho que ir, ele dizia.
- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar ...
- Eu também terei saudades, dizia o pássaro.
- Eu também vou chorar.
- Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios ... E o meu encanto precisa da saudade.
- É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas.
- Se eu não for, não haverá saudades.
Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.
Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria.
E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada.
- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre.
- Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz.
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.
Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu.
Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
- Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
- Ah! Menina ... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das histórias...
Sem a saudade, o amor irá embora ...
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu.
O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.
Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste.
E veio o silêncio; deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu.
Não, aquele não era o pássaro que ela amava.
E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo ...
Até que não mais agüentou. Abriu a porta da gaiola.
- Pode ir, pássaro, volte quando quiser ...
- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar.
- Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente.
- Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito.
- Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita.
- E você se enfeitará para me esperar ...
E partiu. Voou que voou para lugares distantes.
A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo ...
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos.
- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje!
Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro.
Porque em algum lugar ele deveria estar voando.
De algum lugar ele haveria de voltar.
Ah! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama ...
E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.
- Quem sabe ele voltará amanhã ...
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

(autor desconhecido)

Nota: Quem Ama de verdade deixa seu amor livre para ir e vir... Isso é Amor...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Pessoas Especiais

Um dia uma professora pediu para seus alunos listarem os nomes dos amigos de classe em um papel, deixando um espaço na frente para escrever alguma coisa.
Então ela mandou eles pensarem na coisa mais bonita que eles podiam dizer sobre cada um dos colegas da classe e escrever ali neste espaço.
Isso tomou todo o tempo restante da aula até que todos acabassem a tarefa, e quando eles sairam da sala, cada um entregou seu papel à professora.
Depois a professora escreveu o nome de cada aluno em um pedaço de papel separado e listou o que todos os outros tinham dito sobre aquele aluno em especial.
Na aula seguinte ela entregou para cada um a sua lista, e em pouco tempo, a classe inteira estava sorrindo.
"Verdade" ela ouvia.
"Eu nunca soube que significava alguma coisa para alguém!" outro dizia...
"Eu não sabia que os outros gostavam tanto de mim"...
Foram muitos os comentários.
Mas, ninguém mencionou esses papéis na aula novamente. A professora nunca soube se eles discutiram sobre isso entre eles ou com os pais, mas isso não importava.
O exercício atingiu seu objetivo.
Os alunos ficaram felizes com eles mesmos e com os outros.
O tempo passou, aqueles alunos cresceram e cada um iniciou uma nova vida ali mesmo ou em outra cidade.
Quis o destino que um dos alunos perdesse sua vida em uma guerra.
Todos os amigos e a professora foram no funeral daquele aluno especial.
Ela nunca tinha visto um homem num caixão militar antes.
Ele parecia tão bonito e tão maduro.
Seus amigos encheram a igreja e um por um, daqueles que o amavam deram seu Adeus...
A professora foi a última a abençoá-lo.
Mas enquanto ela estava lá, um dos soldados que atuou como acompanhante do funeral veio para ela e disse
- Você era a professora de matemática do Mark? ele perguntou.
Ela mexeu com a cabeça em gesto afirmativo...
- Era.
- O Mark falava muito sobre você.
Logo após o funeral enquanto todos ainda estavam tristes por aquele amigo que não poderiam ver de novo, a professora foi chamada pelos Pais de Mark.
- Nós queremos lhe mostrar uma coisa. O pai disse, tirando a carteira do bolso.
- Encontraram isso no bolso das roupas do Mark, nós achamos que você deveria reconhecer.
Abrindo a carteira, ele cuidadosamente retirou dois pedaços de papel, que obviamente tinham sido lidos e relidos muitas vezes.
A professora soube imediatamente que aquele papel era a lista feita ha muitos anos atrás em uma de suas aulas, com todas as coisas boas que os colegas de Mark tinham escrito sobre ele.
- Muito obrigado por fazer isso. Disse a mãe do Mark.
- Como você pode ver, Mark o guardou como um tesouro.
- Todos os colegas do Mark começaram a reunir-se em volta e Charlie sorrindo timidamente falou.
- Eu também guardo minha lista.
- Ela está na parede do meu quarto.
- A esposa do Chuck falou que a lista deles estava no album de casammento.
- Eu tenho o meu também. Falou Marilyn.
- Está no meu diário.
Então Vicki, outra colega, pegou sua agenda na bolsa e mostrou, gasta e velha, sua lista para o grupo.
- Eu a carrego comigo o tempo todo. Disse ela e continuou...
- Acho que todos nós guardamos nossas listas.
Foi quando a professora finalmente sentou e chorou.
Chorou por Mark e por todos os seus amigos que não o veriam nunca mais e por ver que um pequeno gesto de muitos anos atrás fez uma diferença enorme na vida daqueles alunos.

(autor desconhecido)

Nota: A quantidade de pessoas na sociedade é tão grande que nós nos esquecemos que a vida acaba um dia.
E nós nunca sabemos que dia será.
Então por favor, conte para as pessoas como você as amam e o quanto você se importa com elas, e principalmente como elas são especiais.
Antes que seja tarde demais...

A Transfusão

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio.
Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as que restaram ficaram gravemente feridas.
Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado.
Era necessário chamar ajuda por um rádio e, ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local.
Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria, devido aos traumatismos e à perda de sangue.
Era urgente fazer uma transfusão, mas como?
Reuniram as crianças e, entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar o sangue.
Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente.
Era um menino chamado Heng.
Ele foi preparado às pressas, ao lado da menina agonizante, e espetaram-lhe uma agulha na veia.
Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto.
Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre.
O médico lhe perguntou se estava doendo, e ele negou.
Mas não demorou muito a soluçar de novo, tentando conter as lágrimas.
O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou.
Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto.
Era evidente que alguma coisa estava errada.
Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia.
O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng.
Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas.
E o rostinho do menino foi se aliviando.
Minutos depois ele estava novamente tranqüilo.
A enfermeira então explicou aos americanos:
- Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido o que vocês disseram e estava achando que ia dar todo o seu sangue para a menina não morrer.
O médico aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira, perguntou:
- Mas, se era assim, porque então que você se ofereceu para doar seu sangue
E o menino respondeu, simplesmente:

- ELA É MINHA AMIGA...

Eu Tenho Tempo...

Hoje, ao atender o telefone, meu mundo desabou.
Entre soluços e lamentos, a voz do outro lado da linha me informava que o meu melhor amigo, meu companheiro de jornada, havia sofrido um grave acidente, vindo a falecer.
As imagens de minha juventude vieram quase que instantaneamente à mente.
A faculdade, as bebedeiras, as conversas em volta da lareira até altas horas da noite, os amores não correspondidos, as colas, a cumplicidade, os sorrisos....
AHHHHH... os sorrisos....
Como eram fáceis de surgir naquela época.
Lembrei da formatura, das lágrimas e despedidas, e principalmente, das promessas de novos encontros.
Em seus olhos a promessa de que eu nunca seria esquecido.
E realmente, nunca fui.
Perdi a conta das vezes em que ele carinhosamente me ligava quando eu estava no fundo do poço.
Das mensagens que nunca respondi.
Lembro que foi o seu rosto que vi quando acordei de minha cirurgia do apêndice.
Lembro que foi em seu ombro que chorei a perda de meu amado pai.
Foi em seu ouvido que derramei as lamentações do noivado desfeito.
Apesar do esforço não consegui me lembrar de uma só vez em que tenha pego o telefone para dizer a ele o quanto era importante para mim.
Afinal, eu não tinha tempo.
Não lembro de procurar um texto edificante e enviar para ele.
Eu não tinha tempo.
Não lembro de ter ouvido os seus problemas.
Eu não tinha tempo.
Acho que eu nunca sequer imaginei que ele tinha problemas.
Não me dignei a reparar que constantemente meu amigo passava da conta na bebida.
Só agora vejo com clareza o meu egoísmo.
Talvez, e este talvez vai me acompanhar eternamente...
Se eu tivesse saído de meu pedestal e prestado um pouco de atenção e despendido um pouquinho do meu sagrado tempo...
Meu grande amigo não teria bebido até não aguentar mais e não teria jogado sua vida fora ao perder o controle de um carro.
Estas indagações que inundam agora o meu ser nunca mais terão resposta.
A minha falta de tempo me impediu de respondê-las.
Agora, escolho uma roupa preta, digna do meu estado de espírito, e pego o telefone.
Aviso ao meu chefe de que não irei trabalhar hoje, e quem sabe nem amanhã.
Pois irei tirar o dia para homenagear uma das pessoas que mais amei nesta vida.
Ao desligar o telefone, com surpresa eu vejo, entre lágrimas e remorsos, que para acompanhar durante um dia inteiro o seu corpo sem vida, EU TENHO TEMPO!


PS: Já faz muitos anos que escrevi este desabafo no diário de minha vida.
Hoje estou casado, tenho dois filhos e todo o tempo do mundo.
Trabalho com o mesmo afinco de sempre, mas somente sou "o profissional" durante o expediente normal.
Fora dele, sou um ser humano.
Nunca mais uma mensagem da minha secretária eletrônica ficou sem pelo menos um "oi" de retorno.
Procuro constantemente encher a caixa eletrônica dos meus amigos com mensagens de amizade e dias melhores.
Sempre lembrando as pessoas de como elas são importantes para mim.
Abraço constantemente meus filhos, minha esposa, e minha família, pois os laços que nos unem são eternos.
Acompanhei cada dentinho que nasceu na boquinha de meus filhos, o primeiro passo, o primeiro sorriso, a primeira palavra.
Procuro sempre "fugir" com minha esposa e voltar aos tempos em que éramos namorados e prometíamos desbravar o mundo.
Esses momentos costumam desaparecer com o tempo.
Distribuo sorrisos e abraços a todos que me rodeiam.
Afinal, para que guardá-los.
Pelo menos uma vez por mês, levo minha família à praia.
Sempre que volto para casa, após este nosso encontro, volto recarregado de energia e de amor.
Mas, principalmente, carrego a certeza de que sempre terei tempo para o amor e suas formas mais variadas.
E, sabe de uma coisa, meu amigo eterno?
Eu sou muito, muito, muito mais feliz!

(autor desconhecido)

Nota: Prestar atenção hoje às pessoas que nos cercam, para não chorar amanhã...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

As Três Peneiras...

Olavo foi transferido de projeto.
Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva.
Disseram que ele ...
Nem chegou a terminar a frase, e o chefe, aparteou:
-Espere um pouco, Olavo.
- O que vai me contar já passou pelo crivo das Três Peneiras?
- Peneiras Que Peneiras, Chefe?
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE.
Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não. Não tenho, não.
- Como posso saber?
- O que sei foi o que me contaram.
- Mas eu acho que...
E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:
- Então sua história já vazou a primeira peneira.
- Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE.
- O que voce vai me contar, gostaria que os outros tambem dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre, Chefe! Diz Olavo, assustado.
- Então...- continua o chefe - sua história vazou a segunda peneira.
- Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE.
- Voce acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
- Não chefe.
- Pensando desta forma, vi que não sobrou nada do que eu iria contar. Fala Olavo, surpreendido.
-Pois é Olavo!
Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? Diz o chefe sorrindo e continua:
- Da próxima vez em que surgir um boato por ai, submeta-o ao crivo das Três Peneiras:

VERDADE - BONDADE - NECESSIDADE
Antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque:
Pessoas inteligentes falam sobre idéias...
Pessoas comuns falam sobre coisas...
Pessoas mesquinhas falam sobre pessoas...
(autor desconhecido)

O Vendedor de Balões

Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.
Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro.
Estava observando o vendedor e é claro apreciando os balões.
Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.
Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um.
Ficava imaginando mil coisas...
Mas uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.
Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros ?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
- Não é a cor, filho...
- É o que está dentro dele que o faz subir.

(autor desconhecido)

Voltando da Guerra

Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa depois de ter lutado no Vietnã.
Ele ligou para seus pais quando chegou em São Francisco:
- Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a pedir.
- Eu tenho um amigo que gostaria de trazer comigo.
- Claro! Nós adoraríamos conhecê-lo !!!
- Há algo que vocês precisam saber - continuou o filho.
- Ele foi terrivelmente ferido na luta; pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna.
- Não tem nenhum lugar para ir e, por isso, eu quero que ele venha morar conosco.
- Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos encontrar um lugar para ele morar.
- Não, eu quero que ele venha morar conosco.
- Filho, você não sabe o que está pedindo.
- Alguém com tanta dificuldade seria um grande fardo para nós.
- Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver.
- Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz.
- Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo.
Neste momento o filho bateu o telefone.
Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele.
Alguns dias depois, eles receberam um telefonema da polícia de São Francisco.
O filho havia morrido, depois de ter caído de um prédio.
A polícia acreditava em suicídio.
Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levados para o necrotério a fim de identificar o corpo do filho.
Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, descobriram que o filho deles tinha apenas um braço e uma perna.

(autor desconhecido)

Nota: É engraçado, acho que a maioria das pessoas teria dito o mesmo que os pais deste rapaz... Por que será que não se consegue perceber que o filho do outro tem tanta importância quanto o nosso filho? Por que o filho do outro não merece nada de nós? Por que não conseguimos nos olhar como uma grande família? Na verdade é isso que somos aqui na terra... uma grande família... Sempre esperamos que todos tratem bem nossos filhos, que os tratem com respeito, com carinho... Por que não fazemos o mesmo pelos filhos alheios? Por que não conseguimos praticar empatia??? Me sinto imensamente triste quando leio algum texto assim... pois me coloco nas duas situações, o que eu faria se fosse a mãe? E como me sentiria sendo o filho?
Os pais, nesta história são como muitos de nós.
Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas, não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortáveis.
De preferência, ficamos longe delas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou espertas como nós.
Precisamos aceitar as pessoas como elas são, e ajudar a todos a compreender aqueles que são diferentes de nós.
Há um milagre chamado AMIZADE, que mora em nosso coração.
Você não sabe como ele acontece ou quando surge.
Mas, você sabe que este sentimento especial aflora e percebe que a Amizade é o presente mais precioso de Deus.
Amigos nos fazem sorrir e nos encorajam para o sucesso.
Nos emprestam um ouvido, compartilham uma palavra de incentivo e estão sempre com o coração aberto...